segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Livro de reclamações I

Venho com este iniciar uma série de posts "Livro de Reclamações". Reclamar é preciso, em Portugal, onde se reclama muito mas de forma inconsequente.

Reclama-se bufando enquanto se trabalha, reclama-se agredindo verbalmente os outros quando algo não nos agrada e já estamos cheios nem sabemos bem do quê, reclama-se barafustando e esbracejando muito, como quem tem a consciência de que temos muita razão para reclamar mas ninguém nos vai dar ouvidos, por isso, olha, vale mais partir a louça toda que sempre alivia. Ou seja, reclama-se mal.

É preciso reclamar bem, a ver se isto muda. Eu cá comecei recentemente uma carreira de reclamadora-mor. Estou farta. Como me faz rugas reclamar mal, normalmente não reclamo, mas agora decidi tentar reclamar como deve de ser. Comecei as minhas contribuições para o Livro de Reclamações - não este, o outro, que é obrigatório os serviços terem - de uma forma que imagino pouco original, tantas devem ser as queixas relativas ao sector das telecomunicações.

Registei a semana passada duas queixinhas contra a PT no Livro das ditas. Já sabia que as telecomunicações partem a cabeça à malta em Portugal, mas agora vi com estes que a terra há-de comer que a coisa atinge proporções mesmo inaceitáveis.

Rescindir um contrato com a PT é um processo que consome mais tempo e paciência que muitos divórcios. Não nos largam, querem saber porque não os queremos mais, tentam aliciar-nos e subornar-nos para ficar e se não ficamos mesmo fazem birra e portam-se mal. Esperava-se outro comportamento de uma empresa desta dimensão e antiguidade, mas quê...

Já o cumprimento das campanhas promocionais com que vão tentando por todos os meios agarrar os clientes é-lhes menos prioritário - espero até hoje a oferta de um equipamento com que em Setembro me conseguiram convencer a voltar a fazer chamadas através deles.

Infelizmente, os restantes operadores parecem partilhar este modus operandi de meninos mimados que acham que podem fazer o que lhes apetece. Para meu espanto, a Vodafone, supostamente mais madura e inteligente comercialmente, conseguiu enrolar-se em tais trapalhadas e incompetências que acabou a ter que me creditar uma série de facturas.

Pelo menos neste caso, reclamar já compensou, embora não sem o necessário dispêndio de tempo e energia que nos exige quase tudo o que vale a pena. A ver vamos o que acontece às reclamações relativas à PT.

1 comments:

Manolo Piriz disse...

Isabel, a PT atende por estas bandas (São Paulo) pelo nome de VIVO. e pelo visto carrega consigo os mesmos vícios da matriz portuguesa. infelizmente, pouco se pode fazer contra elas, pois as teles são as empresas que mais investem no mercado publicitário (rádio, jornal e televisão) e dificilmente a grande mídia as denunciam (só quando têm interesses econômicos). a boa notícia é que o governo brasileiro impôs está semana novas regras na relação entre elas e os usuários. vamos ver até que ponto as ditas irão respeitar.