quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A democracia também passa pela memória pública

A Lei da memória histórica foi hoje aprovada pelo parlamento espanhol. É uma lei de grande alcance histórico e político. Mais detalhes aqui.

2 comments:

max disse...

E, sobretudo a e ao contrário do que se diz por aí, não tem qualquer paralelo com a Lei de Lustração polaca dos gémeos. Esta lei espanhola não adopta nenhum campo da barricada e premeia todos, à Esquerda e à Direita, que sofreram violência por razões políticas, ideológicas ou religiosas.

Daniel Melo disse...

A Lei da memória histórica toma posição, sim senhor: pela democracia, que está hoje instituída e que estava então instituída em Espanha, antes dum golpe militar ilegítimo e sangrento ter usurpado ilegitimamente o poder democraticamente sufragado.
Ademais, condena o franquismo e seus actos atentatórios da vida de suas vítimas. E procura recompensar, simbolicamente e por indemnizações, os represaliados e parte dos seus descendentes.
Se isto não é tomar posição então não sei o que seja tomar posição.
Agora, uma coisa é tomar posição, outra é usar a questão da existência dum regime ditatorial predecessor para ajustes de contas com fins políticos no jogo político actual, como ocorria entretanto na Polónia, até ao afastamento eleitoral dos instigadores de tal desvario. Aí, sim, concordo que é uma Lei bem distinta da da Lustração na Polónia.
Eu aconselho uma leitura do jornal espanhol Publico, no link que deixo.