quinta-feira, 28 de maio de 2009

Caldo verde à espanhola

tejo poluido Depois da paella, tortilla, zarzuela, gazpacho, churro e o pata negra podemos agora acrescentar o caldo verde à cozinha da Espanha. Aos mais desavisados, não se trata de nouvelle cuisine espanhola, não. Ao contrário dos demais pratos, esse tal caldo verde é bem indigesto e de novo não tem nada. Trata-se da poluição vinda da Espanha que está a dar uma nova coloração ao rio Tejo: verde. Mas não é aquele verde de matiz vibrante da natureza. É um verde de natureza morta, composto por fezes e outros ingredientes tão fétidos quanto. Não seria esta uma boa sugestão de “entrada” aos amigos Zés?

Fonte: Ecosfera.

4 comments:

Daniel Melo disse...

Parece daquelas sopas de ervilhas, mas mal feitas, já esturricadas...

jrd disse...

Um grito de alerta: Não matem o "meu" Tejo profundo!

Manolo Piriz disse...

Pois é, Daniel.

É um verdadeiro banquete a céu aberto a todo o tipo de bactéria. Rico em proteína animal, assim como coliformes fecais e outras organismos exóticos de origem desconhecida.

Manolo Piriz disse...

Morto ainda não, jrd.

Mas a continuar assim caminhará a passos largos pra cova. O pior de tudo é que os espanhóis subscrevem tudo quanto é tratado ambiental internacional, mas não cumprem nenhum deles. O de Kyoto é um exemplo. Comprometeram-se em reduzir a taxa de emissões poluentes em 20 por cento, mas fez exatamente o contrário. Aumentou as tais emissões em mais de 20 por cento durante os quase 10 em que cresceu. Foi um dos maiores poluidores da UE. O maior rio ibérico não merece esse triste fim. A sociedade civil não pode calar-se a mais este descaso das autoridades (in)competentes.