quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pela libertação da líder legítima da Birmânia

Com o fito de afastar a mais séria oponente nas próximas eleições de 2010, a Junta Militar birmanesa inventou novas acusações para manter presa Aung San Suu Kyi, vencedora das eleições birmanesas de 1990 e Prémio Nobel da Paz, isto nas vésperas do cumprimento da sua pena de 13 anos de prisão.

No dia 14/V, Aung San Suu Kyi foi novamente enviada para o presídio sob a acusação de permitir a entrada dum cidadão norte-americano na sua casa, infringindo assim a sua prisão domiciliar. Tal como refere a ONG internacional AVAAZ, a «acusação é absurda pois a casa é cercada por guardas militares que são justamente os responsáveis pela guarda do local. Está claro que as acusações recentes são um pretexto para mantê-la presa durante as eleições de 2010».

Tal como ela, milhares de monges e estudantes foram desde então encarcerados por se oporem pacificamente à ditadura opressora do seu país, a Birmânia/ Mianmar.

Para pressionar pela libertação dos presos políticos birmaneses, e no sentido de impedir um novo julgamento farsa, a AVAAZ relançou a sua petição de Março passado (já com 200 mil assinaturas), apelando a mais adesões. O tempo escasseia, pois restam 6 dias antes da entrega da lista ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.

Para aceder a outros posts do Peão sobre o tema vd. aqui.

3 comments:

Manolo Piriz disse...

Excelente lembrança, Daniel.

O que está a acontecer na Birmânia tem de ser denunciada de todas as formas possíveis. Esse “julgamento” é mais uma manobra de junta militar para impedir que Suu Kyi concorra às eleições do ano que vem. Se condenada, não poderá ser candidata.

jrd disse...

Pelo fim de um dos regimes mais aberrantes existentes no planeta.

Daniel Melo disse...

A pressão internacional está a ter algum efeito, pois a Junta Militar birmanesa permitiu a alguns jornalistas e diplomatas assistir ao julgamento.
A seguir com atenção, até porque ditaduras destas são realmente aberrantes: usurparam o poder ao legítimo eleito e, ainda por cima, encarceraram-no durante 13 anos e querem que seja para o resto da sua vida. Isto já não é só abuso e usurpação de poder, é também impiedade e desumanidade.
Ainda por cima sobre uma pessoa que sempre agiu por meios pacíficos. É mesmo o cúmulo do cúmulo.