segunda-feira, 24 de março de 2008

Eusko Alderdi Jeltzalea descarta referendo e fala em acordo com ZP

O Partido Nacionalista Vasco (PNV) ou Eusko Alderdi Jeltzalea (EAJ) – de centro-direita , no podermais de 25 anos -, quer trocar um possível apoio ao PSOE no Parlamento espanhol por mais autonomia do País Basco (Euskal Herria). Foi o que afirmou ontem , Iñigo Urkullu (presidente do partido), em discurso dirigido aos militantes partidários de Bilbao, nas comemorações do dia da Pátria Basca (Aberri Eguna). Com essa postura, Urkullu abre uma alternativa ao desafiador “mapa do caminho” proposto pelo lehendakari (presidente do governo basco) Juan José Ibarretxe, mas que foi de pronto rechaçado por Zapatero por considerá-lo "ilegal".

Acredito que esta mudança de rota do PNV/EAJ é consequência da derrota dos nacionalistas no 9-M. Vejamos, pois: no País Basco os socialistas conseguiram 38% dos votos, venceram nas três províncias (Álava, Guipúzcoa e Vizcaya) e obtiveram o seu melhor resultado desde 1993. O PP também teve um relativo crescimento na região e chegou a somar 19 % do eleitorado. Por sua vez, o PNV/EAJ perdeu 28 % de votos. Ou seja, ficou com um pouco mais de 300 mil eleitores, o que resultou numa perda de 118 mil em comparação às eleições gerais de 2004. Deduz-se assim, portanto, que tal mudança de postura do PNV/EAJ se deu devido a uma estratégia política adotada de última hora para tentar se recuperar destas “baixas além de querer reconquistar o eleitorado nacionalista moderado nas próximas eleições autonómicas, marcadas para abril de 2009.

O movimento nacionalista também reivindica que se inclua no mapa do País Basco a Comunidade Autônoma de Navarra e três departamentos da França. Entretanto, Navarra (Naforra) poderá vir a se tornar uma imensa pedra no caminho dos nacionalistas. Com aproximadamente 600 mil habitantes, ameaça se separar do País Basco caso haja qualquer ruptura constitucional e estatutária (em referência ao acordo assinado em 1979 e que ligou a província ao País Basco), como está previsto no Plano Ibarretxe”, que estabelece uma “consulta à sociedade basca”, em outubro próximo, como primeira etapa para se colocar em prática um referendo de secessão em 2010.

Como se , o Euskal Herria também não está livre de uma possível ameaça separatista no futuro. Tais fatores somados, com certeza, fizeram com que os dirigentes do PNV/EAJ mudassem o tom do discurso e adotassem a via "diplomática" em busca de novas negociações com o governo central. Obviamente, o objetivo final é o autogoverno Euskadi, mas esta também é a melhor forma de se ganhar tempo e mostrar ao eleitor moderado a pré-disposição do partido em encontrar uma solução negociada para o impasse criado pela imposição do referendo.

3 comments:

Anónimo disse...

Y VIVA LOS ETARRAS

Manolo Piriz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manolo Piriz disse...

jode, anónimo!

sea quién sea usted, que tal vivir y dejar vivir, vale?